<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695</id><updated>2011-11-13T14:02:56.629-08:00</updated><title type='text'>Recomendações do Pavilhão dos Ancestrais</title><subtitle type='html'></subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>7</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-4833987215184397015</id><published>2009-08-17T08:32:00.002-07:00</published><updated>2009-08-17T08:33:20.823-07:00</updated><title type='text'>Da Nomeação por Confúcio</title><content type='html'>O que a natureza nos deu é nossa humanidade. Só sabemos que somos humanos por meio do estudo. Logo, está em nossa natureza estudar, e só por meio dela nos tornamos humanos. Assim sendo, devemos sempre estudar, porque é de nossa natureza e o único meio de buscar compreender o mundo e a nós mesmos.  Confúcio fez isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De muitos mestres, foi Confúcio quem criou a via do estudo. Se estudar está em nossa natureza, então, por meio do estudo, podemos compreender a própria natureza. As fazê-lo, seguimos uma via de harmonia com a natureza; estando em harmonia, céu e terra se compadecem de nós e nos concedem a sabedoria. A sabedoria, enfim, é compreender isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele, pois, que penetra o caminho do estudo e busca alcançar a sabedoria, recebe a nomeação por Confúcio. E o que significa ser nomeado por Confúcio? Significa: este está no caminho correto, pois busca a sabedoria. Os que buscam outras coisas chafurdam no que é finito, crendo alcançar os princípios; o sábio alcança os princípios, e os manifesta neste mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ser nomeado por Confúcio é dar-se como discípulo de um caminho de estudos. Nada se pede que alguém não possa dar, pois o que se almeja alcançar é a raiz do estudo. E o estudo faz parte de nossa natureza. Logo, simplesmente ao se dar conta de sua existência, alguém pode desenvolver-se no caminho. Esta é a nomeação por Confúcio; alcançar a condição de sábio.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-4833987215184397015?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/4833987215184397015/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/da-nomeacao-por-confucio.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/4833987215184397015'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/4833987215184397015'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/da-nomeacao-por-confucio.html' title='Da Nomeação por Confúcio'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-5555630831629278924</id><published>2009-08-17T08:32:00.001-07:00</published><updated>2009-08-17T08:32:53.545-07:00</updated><title type='text'>Tratado do Curso Correto da Vida</title><content type='html'>O que o céu nos deu foi nossa natureza; O que a natureza nos deu é nossa humanidade. Só sabemos que somos humanos por meio do estudo. Logo, está em nossa natureza estudar, e só por meio dela nos tornamos humanos. Assim sendo, devemos sempre estudar, porque é de nossa natureza e o único meio de buscar compreender o mundo e a nós mesmos; e é nosso dever, tanto quanto o é de nossa natureza, investigar as causas, os meios e as razões pelas quais devemos ter ciência do curso correto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;São cinco as fases da vida, tal como são as fases da natureza; a fase de criança (em que yang é ascendente, que é madeira), a de jovem (em que yang é pleno, que é fogo), a de adulto (em que surge o equilíbrio; yang começa a declinar, e surge yin, que é terra); homem maduro (em que yin é descendente, que é metal); e ancião (em que yin é pleno, que é água).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, as crianças estão em desordem, e precisam ser educadas, tal como o ancião precisa se pôr e manter em ordem, em função da degenerescência natural. As crianças devem ser contidas para despertar o yin de sua natureza, tal como os velhos devem ser estimulados para desenvolver o seu yang e manter o equilíbrio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o Tratado Interno dizia, sobre a preservação da vida: “Antigamente, as pessoas que compreendiam o Caminho, moldavam-se de acordo com o Yin e o Yang e viviam em harmonia com a natureza. Quem o fizesse, conseguia atingir a casa dos cem anos. Mas hoje, poucos o fazem”, o que significa: não é de hoje que as pessoas se perdem – incrível, porém, é que passado tanto tempo, elas continuam preferindo se perder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse sobre sua vida: “aos quinze anos, orientei minha mente para aprender. Aos trinta, plantei meus pés com firmeza no chão. Aos quarenta, não tinha mais dúvidas. Aos cinqüenta, conheci a vontade do céu. Aos sessenta, meu ouvido retomou sua natureza. Aos setenta, sigo todos os desejos do meu coração sem transgredir nenhuma regra”, o que significa: o curso correto da vida é o estudo sobre ela mesma, o que leva uma pessoa a alcançar a sabedoria e uma prática adequada sobre a vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A vida é, até onde sabemos, uma só, e por isso deve ser vivida de modo feliz e em sua plenitude; por isso, devemos nos preparar, e manter nossa saúde, para os momentos de atribulação e desgaste, do mesmo modo que devemos nos exceder nos momentos apropriados para não criar uma tensão desnecessária.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que só se guarda, se apega de modo obsessivo ao corpo e não vive plenamente, por conseguinte, não se torna sábio nem tem nenhum tipo de experiência; o que só se excede renega o seu próprio corpo, queima rapidamente a vida e não alcança a sabedoria. Por isso, a vida é feita de momentos de alternância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da infinitude do universo, o tempo de uma vida é mais breve que um suspiro. O sábio a torna a chispa que acende uma fogueira. O tolo faz dela uma ladainha inútil de sentidos fúteis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diante da grandiosidade do universo, a intensidade de uma vida é tão profunda quanto uma oração. O sábio a torna uma realização da natureza. O estúpido, um atentado contra a mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira conclusão sobre o curso correto da vida.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, quando somos crianças, somos yang ascendente, estamos a desenvolver nosso potencial de vida, mas nada sabemos sobre ela (a vida).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Wang Chong: “no céu ou na terra, não há nenhuma criatura que nasça sabendo”, o que significa: nesta primeira fase, precisamos estudar para aprender a viver; tomar consciência da própria vida; pôr o corpo em ordem e equilibrar o yin com o yang, por meio das retenções morais e físicas. Quando a raiz é forte, a árvore dobra, mas não quebra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim é que disse Guanzi: “eduquem as criança para não precisar punir os adultos”, o que significa: neste momento é adequado construir a moral nos seres humanos. Não devemos, porém, impor ou simplesmente condicionar. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como disse o Manual dos Ritos (Liji): “Não se procura a inclinação natural de cada um, e assim os estudantes são levados a fingir amor aos estudos, sem que nada se faça por explorar o que há de melhor em seus talentos”, o que significa: deve haver equilíbrio entre a vontade do indivíduo e sua construção como tal. Se o condicionarmos, ele perderá sua vontade e coragem próprias; se o deixarmos livre, ele crescerá em desordem. Por isso o sábio pondera sobre a questão e decide sobre o que é mais acertado para educar uma criança.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mêncio disse: “grande é o homem que nunca perde o seu coração de criança”, o que significa: este conseguiu equilibrar suas tensões individuais, manteve sua personalidade e alcançou a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase da juventude (ou adolescência) é tão difícil quanto a velhice. Encontra-se aqui o yang pleno, e o foco está no excesso. Deve-se buscar uma ocupação ao jovem, ele deve ter um mestre e uma atividade. Sua mente se dispersa rápida e intensamente, seu coração pulsa como num eterno susto. Esta é a fase correta para exceder-se, despertando a vinda de yin. Em plena força, pois, não se pode submeter um jovem pela mesma força. É hora de orientá-lo, deixar errar e estimulá-lo ao correto. Só assim ele poderá descobrir o mundo de modo sadio, e não se arrepender do que não fez, buscando o que é impróprio fora de época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A época adulta é o momento crucial da vida, quando yin finalmente desperta e yang começa a decair. Nesta época, tudo é propício à reflexão correta, ao estudo aprofundado e ao trabalho dignificante. O caminho da sabedoria se abre e se fortalece no coração e na mente. Aquele que entra nesta fase de modo correto encontra a realização pessoal; muito, porém, em função de uma infância ou juventude ruins, continuam a tentar manter hábitos incompatíveis. Deve-se tomar cuidado para que isto não seja o início da tolice. Este é o tempo dos grandes estudos, e aqui o indivíduo define o que ele mesmo deseja ser e fazer de si mesmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A fase madura consiste no aprofundamento do yin. A energia yang começa a esvair-se, e devemos estimular o corpo a se manter em ordem, evitando assim a desagregação. Nossa mente e responsabilidades se aprofundam; neste momento, escolhemos nossos hábitos, nos deparamos com nossos limites naturais e descobrimos o prazer da integração de nós mesmos com a natureza. Quem, neste momento, percebe isso, está no caminho correto, envelhece bem, administra suas forças e segue adiante com autoridade. Os que se apegam obsessivamente ao corpo, porém, se desiludem, sofrem, e sua ignorância lhes dá desespero. Os erros do passado cobram seu tributo. Mas sempre, no entanto, podemos buscar nos redimir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Confúcio: O homem superior, quando há algo que não estudou, ou quando, no que estudou, algo existe que não pode compreender, não interrompe o trabalho. Quando há algo que não investigou ou no que investigou, algo existe que ele não sabe, não interrompe o trabalho. Quando há algo ainda por meditar ou naquilo que meditou há algo que não compreende, não interrompe o trabalho. Quando há algo que não discerniu ou não pode dis¬cernir claramente, não interrompe o trabalho. Se algo existe que não praticou ou cuja prática carece de seriedade, não interrompe o trabalho. Se outro homem consegue êxito mediante um esforço, ele utilizará uma centena de esforços. Se outro homem alcança êxito mediante dez esforços, ele utilizará mil esforços. Deixai um homem proceder desse modo e, ainda que seja duro de entendimento, certamente se tornará inteligente, ainda que seja fraco, certamente chegará a ser forte”, o que significa: importa nossa atitude sincera em busca da sabedoria. O resto vem naturalmente. Mas quanto mais cedo iniciarmos, melhor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A velhice é a sagração do ancião sábio, e a desgraça do teimoso renitente. É o momento do yin pleno, promovendo a estagnação e a desagregação da ordem. O ancião sábio conquista seu lugar no banquete, como diz “O Justo Meio”; “é oferecido um banquete em separado para os mais velhos, a fim de reconhecer o princípio de ancestralidade de sua idade”. O tolo, porém, se apega a sua estupidez, insiste nos velhos erros e é desprezado por sua intransigência. Na antiguidade, uma longa vida podia significar “harmonia com a natureza”, e por isso acreditava-se que os anciãos de grande idade adquiriram alguma sabedoria. Os anciãos sábios são aqueles que estudaram a vida, formaram princípios inflexíveis, mas são adaptáveis ao meio e são sensíveis às pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os senis são aqueles que negam a velhice, buscam aparatos externos para compensar seu vazio interior, não construíram princípios corretos e agem sempre do mesmo modo; de acordo com as circunstâncias, buscam proveito pessoal e a manutenção de seu erro. Por isso Confúcio disse: "Um jovem que não respeita os mais velhos nada conquistará quando crescer e tentará até esquivar-se da morte quando alcançar a velhice: ele é um parasita", o que significa: triste é a sina daquele que não buscou a sabedoria, pois sofrerá na velhice.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: "Um cavalheiro tem de se guardar contra três perigos. Na juventude, quando a energia do sangue ainda está alvoroçada, ele deve guardar-se contra a volúpia. Na maturidade, quando a energia do sangue está no seu apogeu, ele deve guardar-se contra a raiva. Na velhice, quando a energia do sangue está em descenso, ele deve guardar-se contra a rapacidade", o que significa; tudo, enfim, tem sua época. É natural do humano o desejo sexual, a ira e a busca de conforto; fazê-lo sabiamente é o acertado; de modo desregrado ou inconseqüente, é a oportunidade para a decepção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquele que atingiu a sabedoria cerra os olhos dessa vida certo de que a viveu o quanto podia, e fez o quanto deveria. Confúcio lamentou-se, perto da morte, dizendo: "O Fênix não vem, o Rio não revela nenhum mapa. Está tudo terminado para mim!", o que significa: devemos tentar seguir o curso correto da vida, até o fim, pois este é justamente o sentido da vida correta. Mas os que lamentam pelos erros cometidos ou não cometidos, ou ainda, que se julgam tranqüilos porque abençoados por algum motivo estranho à razão (mas claro ao sentido de seus desejos egoístas), este não fragmenta seu espírito nem lega posteridade. O destino do renitente é o desconhecimento; e o céu o aproveitará como deve ser feito, transformando-o em esterco. Assim é que, na hora de morte, lamenta ou ri o sábio porque sabe o que fez; o ignorante lamenta porque não aproveitou o quanto queria, ou se crê perfeito em sua ignorância; só sabemos a diferença pela angústia - porque o sábio vai embora tranqüilo, em qualquer uma das situações, enquanto o tolo nunca aceita seu destino e procrastina em sua burrice. Aqueles que, por acidentes da vida, não puderam cumprir devidamente com estes ciclos, tem sua chance no momento da descoberta do caminho, e na ação de pô-lo em prática.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a segunda conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em todos os tempos, os sábios consultaram o Tratado das Mutações para desvendar o que está oculto e compreender o fluxo da natureza. Ao vislumbrar as fases da vida, o sábio busca, pois, estar em harmonia com a natureza, prolongando sua vida não apenas pelo corpo físico, mas pela oportunidade de descobrir a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente nossa mente pode dizer quem nós realmente somos. O nome de alguém, por exemplo, é dado ao seu corpo, que muda ao longo da vida; não deveria, então, mudar o nome desta pessoa? Se nossa inteligência igualmente evolui, então ela também não nos representa; concluímos assim que: adotamos um nome a estudamos o mundo, mas somente nós mesmos sabemos quem somos, e mais ninguém. Isso é a mente. Eu sou minha mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim sendo, a manutenção da mente se dá pelo estudo; a do físico, por meio das três disciplinas do corpo, que são:&lt;br /&gt;- A medicina, que é externa a nós, e que nos põe em ordem por meio da força. Por isso que se diz: a medicina nos corrige, mas não nos educa.&lt;br /&gt;- A educação corporal, interna a nós, que nos põe em ordem por meio de nossa vontade em alcançá-la. A educação corporal pode nos corrigir, e até mesmo nos educar, harmonizando as energias e prolongando a vida.&lt;br /&gt;- A prática consciente do sexo, que harmoniza as pessoas por meio do movimento interno e externo. O sexo educa e corrige; educa por que aquele que o busca de modo sincero, deseja proporcionar o melhor ao seu parceiro; e corrige, porque nos faz conhecer melhor não só o nosso corpo e espírito como também, o corpo e espírito dos outros. Assim, a prática correta do sexo estimula yin e yang, e sua harmonização. Disse o Tratado Íntimo: “A causa da fraqueza das pessoas está somente no fato de que aproveitam de forma abusiva de todos os caminhos do relacionamento entre os elementos feminino e masculino. Neste ponto, yin é superior a yang, da mesma forma quando o fogo é apagado pela água. Se você compreende isso e sabe aplicá-lo, você se parecerá com as panelas apoiadas num tripé, em que são combinadas harmonicamente as cinco tendências do paladar, fazendo com que surja uma sopa deliciosa de carne e legumes. Quem está bem informado sobre os caminhos dos elementos yin e yang desfrutará os cinco prazeres; quem não os conhece e não segue, encurtará a própria vida. Quantos prazeres e alegrias ainda podem ser desfrutados! quem não dedicaria atenção a isso?”, o que significa: o yang deve buscar despertar o yang em seu parceiro; yin deve transmitir seu yin para o seu parceiro. É assim, pois, que o yang tenta se prolongar o máximo para despertar o yang de seu parceiro; e yin tenta alcançar o clímax o mais rápido possível para promover o yin de se parceiro. Seja qual for o par, essa regra vale para qualquer sexo interessado na harmonia final resultante desta relação.  Deve-se ter em mente, portanto, apenas quem é o yin e quem é o yang; e o revezamento é tão possível quanto é a vontade e a atitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tudo, pois, deve-se buscar a justa medida, sem o que o corpo não vive ou se desgasta. Deve-se buscar, igualmente, estudá-las para melhor entendê-las e praticá-las. Isto prova que o estudo da mente ajuda o corpo; um bom corpo pode, também, ajudar a mente. A natureza pode compensar um corpo ruim com uma mente brilhante; e um corpo perfeito com uma mente obtusa. Por isso que, muitas vezes, onda há beleza física, não há profundidade mental. Muitos se julgam inteligentes também; porém, só o fazem apenas porque não possuem um bom corpo. Estes erram duas vezes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábio segue a seguinte regra, contada numa antiga fábula chinesa: um mestre, ao ser perguntado sobre qual era o modo correto de viver a vida, respondeu: “coma quando tem fome; durma quando tem sono; pense quando pode pensar. Seu discípulo riu e respondeu: “mas todos sabem disso”, ao que o mestre respondeu: “sim, mas quem o faz?”, o que significa: poucas conseguem descobrir o ritmo da vida, e o sábio é aquele que torna o óbvio acessível à todos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao seguir suas propensões, pois, o sábio descobre seu ritmo; a saber seu ritmo, descobre como se harmonizar com a natureza; ao entrar em harmonia, ele se descobre vivo e, então, pode atingir a sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a terceira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Li – Li – Li (理力禮, em qualquer ordem), o que significa:&lt;br /&gt;O ritual é a força do princípio;&lt;br /&gt;O ritual é o princípio da força;&lt;br /&gt;O princípio é a força do ritual;&lt;br /&gt;O princípio é o ritual da força;&lt;br /&gt;A força é o ritual do princípio;&lt;br /&gt;A força é o princípio do ritual;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que significam, todos: que a vida correta só pode ser alcançada por meio de três coisas, a saber: um princípio para tudo; um modo de executá-lo, que é o ritual; e a força e coragem, necessárias para pô-las em prática. Os três se engendram, se constroem e, sem um deles, os outros nada são. Assim, o sábio vislumbra as fases da vida, infere os meios apropriados de mantê-la e vivê-la, e os põe em prática. Ele pondera, infere a justa medida e as realiza. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a conclusão deste Tratado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-5555630831629278924?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/5555630831629278924/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-do-curso-correto-da-vida.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/5555630831629278924'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/5555630831629278924'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-do-curso-correto-da-vida.html' title='Tratado do Curso Correto da Vida'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-8492705374006756125</id><published>2009-08-17T08:31:00.001-07:00</published><updated>2009-08-17T08:31:59.690-07:00</updated><title type='text'>Tratado da Redenção pelas Coisas Corretas</title><content type='html'>O que a natureza nos deu é nossa humanidade. Só sabemos que somos humanos por meio do estudo. Logo, está em nossa natureza estudar, e só por meio dela nos tornamos humanos. Assim sendo, devemos sempre estudar, porque é de nossa natureza e o único meio de buscar compreender o mundo e a nós mesmos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo correto analisa a natureza e o ser humano. Toda descoberta sobre a natureza afeta o humano, e os humanos influem sobre a natureza. Assim sendo, o sábio estuda os dois e pondera sobre o que é mais apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todo o estudo é como yin e yang, os opostos complementares. Não existe teoria sem experiência, nem experiência sem teoria, assim como não existe ser humano que seja humano sem ter estudado. Por isso, todas as questões tem dois lados ou mais. O sábio pondera sobre elas, e determina o que é mais apropriado, sem se preocupar em buscar falsos meios-termos. Pois assim como tudo tem dois lados, o que é apropriado é o correto; o que não é, é o incorreto. Quando se aplica o incorreto, criam-se as calamidades, poucos tiram proveitos de muitos e as coisas se perdem. Quando o correto é feito, então as coisas se salvam, tudo continua e prevalece a sabedoria. Essa é a redenção pelas coisas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o sábio estuda; o ignorante se satisfaz com o pouco que sabe, e vive ao sabor da vida. O estudo correto exige um mestre; ele nos apresenta um caminho, mas só pode nos dar metade dele. A outra metade, devemos trilhar nós mesmos, por meio da prática. Pois, tudo é yin e yang; assim é também o caminho das coisas corretas. Um mestre ensina as técnicas, o discípulo as põe em prática em seu próprio benefício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente ao alcançar o mestre, podemos superá-lo. Quando isso se dá, podemos fazer nosso próprio caminho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O caminho das coisas corretas muda o mundo de agora e o prepara para o de amanhã. Pois este é o mundo da mutação; o que permanece é o princípio de como as coisas devem se feitas - mas como fazê-las, cabe ao sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, ao empreender mudanças no mundo, o sábio provavelmente estará só. Os antigos meditavam; eles se preparavam para a solidão de suas causas e propósitos, pois a sabedoria faz muitos companheiros, mas poucos amigos. Por esta razão, o sábio se prepara para a defesa das grandes causas em solidão; no momento oportuno ele pode gerar uma revolução, mas sabe que sempre está só consigo mesmo. Assim é que poucos o entendem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo correto estabelece, portanto, a capacidade de ponderar; ao ponderar, decidimos o que é apropriado; ao decidir, avaliamos a possibilidade de realizá-lo; ao empreender sua realização, transformamos o mundo. Não importa quanto tempo demore, se a causa é correta, ela se realizará; ao se realizar, encontramos a redenção. Este é o segundo ponto da redenção pelas coisas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Confúcio: “não faça aos outros o que não quer que seja feito com você”, o que significa: seja leal aos seus princípios, seja apropriado, faça o que é sábio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Confúcio: “retribui o bem com o bem e o mal com justiça”, o que significa: faça ao bem a todos indistintamente, mas corrija o que está errado. O limite do perdão é o fim da complacência; o obséquio do erro é o fim da justiça; a razão é o prumo da sabedoria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse Confúcio: “amai a todos indistintamente”, o que significa: ninguém é culpado enquanto não encorre em erro; se erra, pode fazê-lo por duas razões; ignorância ingênua, corrigível pela explicação correta, ou a ignorância atrevida, corrigida pela justiça apropriada. Assim sendo, há os que provam sua própria culpa por suas ações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nenhuma ação é incorreta, se não afeta aos outros ou a si mesmo. Se estes dois princípios forem seguidos, então tudo é permitido ao que busca a sabedoria; mas aquele que não pondera sobre o que faz, deixando aos outros o critério da razão, este age de forma incorreta. Assim, o sábio pensa antes de agir; mede as conseqüências de seus atos; e age, se entender ser o correto. Neste ponto, nada o detém. O princípio de uma ação correta é, pois, o terceiro elemento fundamental da redenção pelas coisas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando no meio de uma ação, o sábio pode sentir-se triste ou isolado – esta é a época das músicas tristes. Mas ao não ceder a fadiga do erro, supera estes sentimentos e leva a luta até o fim – está é época das músicas redentoras. Assim, por meio da música, um sábio sabe como deve agir, pois a música é a expressão do íntimo humano.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O estudo correto nos ensina como proceder na luta pelas causas. Primeiro, devemos investigar e empreender os meios usuais, referendando o que está estabelecido; se entendermos que a causa não foi resolvida, dois podem ser os problemas: os homens ou as leis. Por meio da luta e da causa podemos superar os homens; no entanto, se as leis forem injustas, então, elas também são parte da causa, e devem ser transformadas. Lembremos: o sábio pondera sobre as coisas, e decide o que é mais apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábio não costuma errar ou se enganar – se o faz, não é sábio ainda. Um buscador da sabedoria, porém, se sujeita ao erro e ao engano como parte de seu aprendizado, sem vergonha. Aqueles que costumam decidir de modo acertado somente para si mesmos, enganam a si mesmos e aos outros, e não são sábios. Crêem poder manter suas posições, mas estão sempre próximos de cair. Como disse Confúcio, “postos diante de uma armadilha, eles não saberão sair”. Mêncio também disse: “somente pode se levantar quem está de joelhos”, o que significa; os que estudam parecem tolos, mas podem crescer; somente quem crê ser superior, porém, pode cair.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábio só teme não saber alguma coisa. Deleita-se, porém, quando descobre não saber algo, e estuda essa coisa; esta é a atitude sincera da sabedoria. Assim, ele encontra redenção no estudo das coisas; e quando vai de encontro ao que é maior, ampliam-se suas possibilidades, encontrando novos meios para decidir sobre o que é correto. Assim ele supera o passado, muda o presente e prepara a transformação do futuro. Esta é a quarta condição da redenção pelas coisas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ordem e desordem fazem parte do mundo e da natureza. O sábio age em harmonia com a natureza, e por isso busca a ordem. Suas conclusões se remetem, sempre, ao melhor meio de encontrar esta harmonia; e esta harmonia é a justa medida. A desordem é o oposto da ordem, tal como yang e yin. Por isso, a desordem existe; ao compreendermos o que é a desordem, aumentamos nossos conhecimentos e aprimoramos nossa sabedoria. Por isso mesmo a desordem existe, mas o sábio não se atém a ela; os que vivem em confusão e praticam a desordem são ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, o sábio, ao estudar e defender uma grande causa, inicia sua caminhada motivado, mas encontra barreiras que o incomodam e o frustram; esta é a ordem buscando estabelecer-se sobre a desordem. O ignorante vive em desordem, e por isso crê que tudo vai bem; esta é a desordem buscando prevalecer sobre a ordem. Porém, tal como um instrumento musical ou uma obra de arte, se não há composição e harmonia, a obra não frutifica. É por isso que o sábio não desiste de sua causa, e quando ela finda e ele é bem sucedido, ele se acalma e se regojiza. Pois a vida do sábio é o sentido que ele lhe dá, e este sentido é a busca do caminho, sempre. O ignorante, porém, quando perde sua vida de desordem, entra em desespero, crê que tudo acabou e cai no colapso da razão. Pois o sentido da sua vida é o sem-sentido de viver; e assim, o ignorante passa, e o sábio permanece.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disse o sábio Zhuxi: “ainda que tenhamos nossas propensões naturais, necessitamos fazer duros esforços no estudo e na prática para nos realizarmos”, o que significa: o estudo leva à humanidade; a humanidade leva às causas, as causas, ao sentido da sabedoria; e a sabedoria à redenção aqui, nesta vida, por meio das coisas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões, a redenção pelas coisas corretas é a possibilidade do maravilhoso, o alcance do caminho e a realização de um sentido de vida pela felicidade sábia. &lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a conclusão deste Tratado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-8492705374006756125?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/8492705374006756125/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-da-redencao-pelas-coisas.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/8492705374006756125'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/8492705374006756125'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-da-redencao-pelas-coisas.html' title='Tratado da Redenção pelas Coisas Corretas'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-8935217184337272271</id><published>2009-08-17T08:30:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T08:31:12.176-07:00</updated><title type='text'>Tratado sobre o Espírito da História</title><content type='html'>Todas as coisas têm um princípio (Li), e uma forma física (Qi). A forma física é mutável; o princípio define a continuidade da identidade em uma forma. Assim, a identidade de um princípio é o que chamamos de espírito (Shen). Neste Tratado, analisaremos o princípio que define o sentido da história; das razões pelas quais ela existe; e de como deve ser feita.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o princípio (理 Li) está contido na matéria da qual faz parte, a História não pode ser dita, então, como arte; pois que as artes, como a pintura e a escultura, extraem da matéria bruta a peça que está nela contida. A história também é diferente da música ou do restauro, que buscam construir, ou reconstruir, as coisas a partir de partes separadas, dando-lhes um novo sentido. A história é, pois, uma literatura de sentido específico; ela junta as partes perdidas, mas busca extrair delas o princípio que as unia; a partir disso, ela tenta compreender a manifestação dos princípios que regem a vida, e como revelação, ela mostra coisas inéditas sobre o passado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso foi dito: o ideograma história (史 shi) significa: anotar, escrever, redigir; mas também significa reter a centralidade, salvar um sentido, para compreender a continuidade e a descontinuidade. Por isso Confúcio disse: “mestre é aquele que, por meio do antigo, revela o novo”, o que significa: a história tanto reconstrói quanto reinventa. O que temos sempre é uma impressão do passado, mas esta é a base para a construção de coisas novas. O espírito da história tem, pois, por função primordial, a manifestação dos sentidos ocultos que são encobertos pela mutação da matéria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história evolui junto com a matéria. No mundo da matéria, o somatório dos princípios (li) gera novos princípios, que ao se manifestarem, caracterizam a evolução da técnica e da moral. O espírito da história acompanha esta evolução. Eis a razão pela qual ela produz verdade, dentro das possibilidades. O texto histórico é uma metáfora do que foi, tentando apreender, pelos restos das evidências, o princípio que lhe subjaz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A observação da história segue, igualmente, o princípio do yin e do yang. Ao vivermos numa época boa, olhamos para o passado como algo ruim e atrasado; quando vivemos uma época de desordem, enxergamos o passado como uma época boa. O sábio enxerga as épocas como elas são, por meio de seus princípios. Por esta razão Confúcio sabia que vivia numa época de desordem, e seu discurso se dirige a reconstrução da ordem e da harmonia. Ele não invoca o passado par dar exemplos; ele clama pelos exemplos do passado, que são manifestações dos princípios, para ilustrar as atitudes corretas e a compreensão correta das coisas. Já os tolos se guiam pelas aparências, acreditando no que um tempo lhe diz, e criam suas impressões sobre o passado sem qualquer fundamento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A diferença entre guiar-se por impressões superficiais e por análises sábias reside em construir e recorrer à memória. A memória é a coleção de fragmentos que dá algum sentido a investigação de um princípio. Tais fragmentos são impressões da matéria; por isso desaparecem espontaneamente ou por acidente, ou se preservam tanto quanto são bem guardados. A memória é o oposto do esquecimento, tal como acontece com yang e yin. A memória é feita de escolhas e rejeições conscientes das coisas; o esquecimento ocorre de forma acidental, sem ordem, coerência ou estudo, e por isso nunca é secundada pela razão. Assim, a memória tem como pilar a razão, e serve de base para a realização do espírito da história. O esquecimento, para o contrário. O indivíduo é construído por sua memória, assim sabemos quem ele é; o tolo se apega a suas lembranças desordenadas, o sábio, ao que adquiriu e preservou.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábio se vale da memória para executar, devidamente, o espírito da história. Ao resgatá-la, ele constrói o modelo do exemplo, que serve de referência para definição das atitudes humanas. Assim, a história mostra as causas e os princípios, e de como os modelos de exemplo resolveram os problemas que surgiram. O objetivo da história não é guiar as pessoas por meio de respostas antigas aos problemas presentes. O que os modelos de exemplo mostram, sempre, é como se compreendem as causas e razões de uma questão; e como, de acordo com as possibilidades de uma época, eles podem ser solucionados. Por isso que o sábio analisa o passado para estabelecer se há semelhanças ou não com a situação presente. Ele pondera sobre isso, e decide o que é mais acertado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hanfeizi disse que qualquer decisão deveria basear-se somente no presente. Este foi seu erro. Ao esquecermos o passado, olvidamos as causas dos problemas. Sem isso, só tratamos a superfície das coisas, mas não os princípios, o que só nos leva as avaliações e ações paliativas. Sem a sabedoria, portanto, é impossível realizar coisas profundas. A força e as leis, defendidas por Hanfeizi, apenas criaram o temor, mas não o entendimento; somente aceitação, mas não compreensão. Esta concepção de história é fadada, pois, a desaparecer – justamente por ser imediatista. Por isso o sábio se atém ao que permanece – os princípios – e busca manifesta-los por meio da educação e da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a razão pela qual se diz muitas vezes, igualmente, que o sábio tem visões do futuro. Na verdade, ele acompanha o fluxo dos acontecimentos, e infere seus possíveis desfechos. Esta é a lógica contida no Tratado das Mutações.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao decidir sobre os modelos de exemplo, o sábio oferece possibilidades de se interpretar o passado. Esta é a lógica contida nas Primaveras e Outonos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões, a história é moral, pois ela serve para ordenar a sociedade, recuperar os laços perdidos restabelecer ou criar meios e condutas corretas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a segunda conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A história é um dos quatro ramos preciosos da literatura, junto com os clássicos, a poesia e as miscelâneas. Tal importância se dá porque a história é responsável pela preservação do mundo, é o sustentáculo da moral, o fundamento dos ritos e a argamassa da cultura. Foi assim que Confúcio iniciou os trabalhos históricos, resgatando o que havia do passado em sua época; Zuoming interpretou a obra de Confúcio, fazendo comentários nas Primaveras e Outonos; Sima Qian aperfeiçoou os meios de pesquisa, datação e organização dos textos históricos; Liuzhiji analisou os elementos os elementos da história na matéria; Sima Guang mostrou as impressões do tempo e as descontinuidades; Zhuxi resgatou o aspecto moral da história, em detrimento da contextualização; Kang Yuwei antecipou, em um século, a possível união do mundo global, escrevendo numa época de crise em que lhe pareceu apropriado utilizar os princípios de Confúcio para modificar o presente e entrever o futuro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estes foram alguns autores de renome que fizeram o estudo da história continuar, preservando-lhe o espírito. Suas discordâncias são resultantes das possibilidades do contexto; seus méritos estão na interpretação inédita dos princípios. Nisso reside, assim, a dinâmica da construção da escrita histórica, e a revivência contínua de seu espírito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Somente uma civilização que conhece e compreende os elementos básicos de sua história pode fazer frente aos desafios externos e internos. Aquelas, porém, que não incluem na sua formação o amparo da história, serão sempre suscetíveis às influências de todo tipo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis porque grupos coesos e diminutos, porém cientes de sua história e cultura, podem ser mais fortes e ativos do que uma grande maioria que vive sem um sentido ou identidade. As idéias que articulam a sociedade estão em sua própria cultura. Por isso o sábio as estuda, e a história lhe dá os exemplos adequados para por em ordem o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a razão pela qual a história é um dos ramos fundamentais da literatura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta á terceira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o que deve mostrara história, isso já foi dito, mas devemos esclarecer estes pontos. A primeira coisa que deve mostrar a história são os testemunhos de uma época. A história deve buscar reconstruí-los, na medida do possível, posto que muito pode ter se perdido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: "Posso falar sobre o ritual Xia? Seu herdeiro, o país de Qi, não preservou suficientes evidências. Posso falar sobre o ritual Yin? Seu herdeiro, o país de Song, não preservou suficientes evidências. Não existem registros suficientes e tampouco homens sábios suficientes; caso contrário, eu poderia obter evidências a partir deles", que significa: se já naquela época tanto se perdeu, quanto mais distante um tempo, mais difícil reconstruir os testemunhos. O paradoxo yin-yang opera, novamente, sobre a mutação. Quanto mais distantes estamos do passado, as técnicas para investigá-lo se aprimoram. Ou seja, hoje temos técnicas e teorias para analisar o passado, mas estamos distantes dele; os antigos tinham o testemunho vivo de sua época, mas muito se perdeu. Por isso é que se busca traduzir o espírito da história. Assim, o sábio pondera sobre as fontes do passado, as técnicas e hoje, e decide como utilizá-las do modo que julga mais adequado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos testemunhos de uma época, ele se devem ser interrogados, e não aceitos tacitamente. Já se escreveram verdades e mentiras; muitos já defenderam um erro, enquanto poucos acreditavam no apropriado. Existem ainda os autores que, maliciosamente, manipulam as fontes antigas para referendar abusos atuais. Tais condutas devem ser afastadas, e estas teorias, abandonadas, pois, ainda que a história seja uma literatura, ela surgiu para nos dar os modelos de exemplo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão que Liuzhiji disse: “existem poucos bons historiadores, mesmo que haja livros”, o que significa: muitos não têm a capacidade crítica, e utilizam os livros apenas de modo superficial. Foi o que ele chamou de “armários de livros”: formam uma bela estante, mas que nunca são abertos e nem lidos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Em tempos de opressão, temos o exemplo daqueles que mudaram a compreensão do mundo; nas épocas ruins, temos a denúncia dos crimes perpetrados pelos maus; por fim, não são raras as ocasiões em que a história nos mostra as eras de redenção, e a opção pelas coisas apropriadas. A narração da história é, portanto, a escolha das fontes possíveis; a análise crítica, que elucida seu espírito; e assim, a construção do modelo no qual nos espelhamos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zhuxi disse sobre os textos: “leiamos de um tal modo que possamos captar o fio central: depois, toda a trama se revela”,  o que significa: ao analisarmos as fontes, portanto, estamos tentando descobrir o que o autor queria testemunhar com tais afirmações. Quanto maior a distância no tempo mutável, mais a interpretação do sentido caberá a nós, e residirá em nós.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre as técnicas, qualquer uma é apropriada, tanto quanto for usada por um sábio. Nas mãos de um tolo, qualquer técnica será usada para propósitos particulares e obtusos. Por isso o sábio não se atém aos modismos, reflete sobre os desafios das técnicas do presente, e pondera sobre o que é mais acertado. Mesmo hoje, os fanáticos e ignorantes fazem uso das técnicas, mas não buscam sentido em nada; o espírito que anima sua compreensão é superficial, e por isso eles se atêm à mutação. Quem não compreende a contradição, não pode compreender porque age, fala e pensa de modo contraditório. Quem percebe isso, está a um passo de iniciar-se no caminho da sabedoria; quem o realizou, é o sábio, que não se contradiz. Por isso, no uso das técnicas, a busca do sentido é fundamental.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto aos temas da história; políticas, cultura, economia, moral, filosofia, religião, literatura, imaginação, ciências da natureza, são todas facetas do mundo da mutação. O sábio busca sentido em todas elas, quaisquer que sejam; disso extrai os modelos, capta a continuidade e a descontinuidade, e por vezes propõe soluções, quando convocado. Esta é a razão pela qual os ensaios de história se dividem em três partes, tal como o “um gera o dois, o dois gera o três e o três gera as dez mil coisas”, o que significa: estas três partes do ensaio histórico o compõe de maneira correta e completa, que são:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- O Ciclo: na história, a composição de uma fase é um ciclo; os ciclos se engendram e se destroem. Compreender um ciclo é saber definir o momento na mutação em que ocorrem os eventos, e o espaço em que eles se desenrolam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Coletânea: a coleção de informações e testemunhos, sobre os quais iremos construir e resgatar o espírito da história.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- A Imaginação: ao criticar as fontes e o ciclo, ao confrontar os testemunhos, vamos imaginar e construir o modelo. Este é o momento fundamental do ensaio, em que o bem frutifica, o mal é revelado, o passado e o presente são Tratados com justiça.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a quarta conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso Liuzhiji disse: “na narrativa, a síntese é o mais difícil e, no entanto, é o ideal”, o que significa: muito se escreve, e pouco se diz. Sábio é aquele que usa as palavras de modo apropriado; diz o necessário, capta o espírito e o traduz para o leitor. Os que falam demais não são sábios; os que falam de menos, tampouco; o sábio propõe o que pode e o que deve sobre aquilo que investiga.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ao traduzir o mundo, ele o transforma em coisas simples; e mostra como o simples pode fazer parte do complexo. O espírito da história é o princípio da ação humana no mundo da mutação. Compreendê-lo é descobrir a natureza do ser humano; pô-lo em ordem, por meio dos modelos de exemplo, é o exercício da sabedoria e da harmonia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a conclusão deste Tratado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-8935217184337272271?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/8935217184337272271/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-o-espirito-da-historia.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/8935217184337272271'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/8935217184337272271'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-o-espirito-da-historia.html' title='Tratado sobre o Espírito da História'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-5902899742242050137</id><published>2009-08-17T08:29:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T08:30:01.629-07:00</updated><title type='text'>Tratado sobre o Caminho do Céu</title><content type='html'>O tudo pertence ao infinito.&lt;br /&gt;Logo, criação e destruição pertencem ao finito.&lt;br /&gt;O principio é, pois, parte do infinito; a matéria, do finito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos os caminhos que apregoam o início e o fim do universo baseiam-se no finito. Assim, eles se atêm ao mundo da mutação, e não dos princípios. Dito isso, as vias múltiplas são válidas para moldar a conduta dos seres humanos, mas não para desvendá-lo. Por esta razão que existem caminhos apropriados e caminhos não apropriados para se seguir.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Céu e a Terra abrigam em si toda a natureza. Suas regras se manifestam ao ser humano, e o mesmo tenta classificá-las segundo uma crença que julga ser o entendimento do principio. Ao fazê-lo, ele cria uma imagem do principio, mas não o principio em si. Eis a razão pela qual existem tantas vias, métodos e caminhos, cada um crendo ser mais verdadeiro que o outro. Isso é errado. O sábio pondera sobre o que é mais adequado, analisa se uma via é válida e assim, permite-se julgá-la ou não. O tolo a segue fanaticamente, por não ter ou não querer repensá-la em seus defeitos. Essa é a origem de muitos males. Por isso Confúcio disse: “como servir aos mortos, se não sabemos servir aos vivos?”, o que significa: qualquer caminho que desperdice o ser humano não é apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O desafio do ciclo da existência é a razão que move grande parte dos caminhos que pretendem entender o principio do celeste. Mas, elas pretendem compreender o imutável e infinito pelo mutável e finito. Este é outro erro. Por isso, suas conclusões, em geral, são difíceis de sustentar.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por outro lado, a dificuldade em acessar o infinito não pode prescindir da ação no finito. Por esta razão, as vias acabam sendo reflexos pálidos do caminho do céu, mas são válidas enquanto tornam as pessoas melhores. Assim sendo, o céu espalha então suas virtudes pelas civilizações humanas, e lhes abre as portas da compreensão para além do finito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um sábio, portanto, reconhece a validez de um caminho pelo seguinte critério: se uma via propõe a criação e a manutenção de uma ordem baseada e em harmonia com a natureza; se esta ordem promove a paz entre as pessoas, e educa as crianças a tolerância, estudo e a continuidade; se promove o autocontrole, por meio da justa medida das coisas; se preserva a vida, incita a paz e favorece o entendimento, e aceita a realidade múltipla de todas as outras vias, então, esta via pode ser apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se um caminho, porém, não propõe uma ordem de acordo com a natureza, e coloca o ser humano no centro de tudo; se não enseja a preservação da vida; se prega a existência de uma verdade que exclui todas as outras; se não defende o auto-controle; se a justa medida é pautada em critérios alheios ao ser humano; e por fim, se crê ser a única via aceitável, negando a existência de outras, então, esta via não é apropriada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: “entre os quatro mares, somos todos irmãos”, o que significa: não há lugar no mundo onde os caminhos não surjam, e todos eles levam, num primeiro momento, a constatarmos que somos humanos e irmãos. Somos iguais em principio e diferentes em manifestação – pois o que nos rege é imutável e infinito, mas a manifestação se dá no mutável e finito. Assim sendo, se somos criados pelos principio, então somos mais próximos do que distantes, e tudo que for parte do caminho dos caminhos nos é acessível.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Este é o caminho do céu. É o caminho dos caminhos para o caminho. Nada mais precisa ser dito sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os caminhos para o caminho do céu surgiram nos tempos antigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Naquela época, as pessoas não conheciam seus sonhos, e por isso pensavam que, ao sonhar, eram uma outra pessoa dentro de um corpo. Este foi o começo. Transformaram o principio de ser humano na idéia de alma, e assim o acreditam até agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Nos tempos antigos, as pessoas começaram então a buscar as almas das coisas. Olharam para a natureza e começaram a nomear suas forças e objetos como divindades. Este foi o início. Depois, quando os seres humanos começaram a entender que podiam alterar a natureza, controlar as águas e aprender os ciclos, suas divindades começaram a ganhar contornos humanos. Receberam corpos humanos e cabeças de animal, ou tinham corpos animais e rostos humanos. Quando as pessoas julgaram conhecer as leis da natureza, e supuseram estar essa sob seu controle, seus deuses ganharam formas totalmente humanas, e possuíam, inclusive, os mesmos sentimentos destes. Mas as pessoas se desiludiram quando viram que suas ciências não eram suficientes para captar a concepção que tinham das divindades, e por isso começaram a lhes dar outras formas indizíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão Confúcio sabiamente se dirigiu "ao céu", pois sabia que nomear o infinito com nomes do finito seria sempre um erro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Do mesmo modo, no início, as pessoas tinham muitas divindades, cada qual representando uma força da natureza. Depois, escolheram algumas dessas forças que julgavam principais, deram-lhes particularidades humanas, e criaram grupos de divindades que julgavam especiais. No entanto, com o passar do tempo, as pessoas se sentiram distantes de suas divindades e da natureza, e por esta razão, buscaram uma divindade em especial para dedicar-se, ainda que as outras existissem. Isso não foi o bastante, porém. Com o passar dos séculos, os humanos começaram a acreditar em uma única divindade, que anulou todas as outras. No entanto, como poucos dizem ter acesso a ela, o sentimento de distancia continuou, e por isso, muitos deixaram de praticar a via do céu, bem como outros concluíram que o céu a tudo engloba, não sendo um, mas apenas sendo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão Confúcio se dirigia ao céu. Porque o céu é a natureza. A natureza é o universo. E o universo tem suas leis, com o qual o sábio busca se harmonizar. Como o universo é regido por princípios, então, o universo é o infinito, sem fim nem começo. O inicio e o fim são buscas no finito. Logo, aquele que prende a via do céu no finito comete um erro; o sábio busca compreender a via do céu no infinito, e por isso é bem sucedido em suas ponderações. Eis porque se diz: antigamente, as pessoas podiam explicar o caminho, mas não podiam compreendê-lo; hoje, as pessoas podem compreendê-lo, mas não sabem explicá-lo.&lt;br /&gt;Os sábios surgiram no mundo para harmonizar esta tensão, e traduzi-las para o mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a segunda conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O que é infinito e mutável é o principio; a matéria é finita e mutável. Alguns acreditaram, porém, que quanto mais pudéssemos harmonizar a matéria com o principio, mais poderíamos manter a existência do corpo. Este foi o principio da concepção de imortalidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Baseando-se na medicina, que prolonga o corpo por meio de remédios, imaginou-se que poderia ser possível evitar a degeneração da matéria por meio de uma harmonia total entre ela e o principio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ora, aqueles que afirmam isso ignoram por completo a finitude da matéria. Remédios, exercícios e a pratica ritual do sexo são meio físicos, e como tal, só atuam sobre o físico. Por isso, seus resultados podem ser bons, mas são finitos, tal como é a matéria em que atuam. Não é possível qualquer tipo de imortalidade do corpo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porem, tal como yin e yang, se acreditarmos que o corpo é a manifestação de um principio, por conseguinte, podemos admitir então que este princípio que se manifesta pode ser imutável e infinito. No entanto, o contrario da matéria é a "não matéria", ou vazio. Como pode então o vazio ser o principio, se ele nada for? Assim sendo, pode ser o espírito, alma, principio ou como queiramos designá-lo um outro tipo de substancia? Pois, se o for, seriam, a princípio, finitos. Ou então, pertencem a uma outra categoria de coisas que não podemos acessar pois fazem parte, justamente, do infinito. Para que exista ordem na matéria, é necessário um principio; e só sabemos que existem princípios porque eles se manifestam na matéria e lhe dão padrão, forma e sentido. Assim sendo, um não existe sem o outro, tal como yin e yang; e um mesmo principio pode se manifestar várias vezes na matéria, o que lhe da o seu caráter de infinitude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso, o sábio pondera sobre estas coisas e decide sobre o que é mais acertado. As respostas são o alicerce das vias que conduzem a via do céu.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a terceira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre os ancestrais e sua veneração, deve ser dito o seguinte: eles são os modelos de exemplo, e graças a eles estamos presentes neste momento, possuindo uma existência. No entanto, se o veneramos como âncoras que tornam nosso pouso seguro, não poderemos mais navegar; se os desprezarmos como um livro antigo, repetiremos velhos erros, sobre os quais já nos avisavam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o sábio se inspira nas atitudes dos ancestrais, e venera sua sabedoria que se atem ao principio. Mas ele vive o dia de hoje, e seu momento é agora. Busca a imortalidade de seu nome e de sua sabedoria, mas não a do corpo. O sábio é sua mente. Nós somos nossa mente, e é o que podemos saber sobre isso agora.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a conclusão deste Tratado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-5902899742242050137?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/5902899742242050137/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-o-caminho-do-ceu.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/5902899742242050137'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/5902899742242050137'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-o-caminho-do-ceu.html' title='Tratado sobre o Caminho do Céu'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-683074912287637597</id><published>2009-08-17T08:27:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T08:29:19.262-07:00</updated><title type='text'>Tratado sobre a Compreensão da Arte</title><content type='html'>Ao contemplar a beleza a vastidão do Céu, vemos que o ser humano foi dotado, em sua mente, da capacidade de vislumbrar, admirar, de se incomodar ou recusar. Tais sentimentos surgem na mente, o que significa que o ser humano pode não só captar imagens da natureza ao seu redor como traduzi-las em uma idéia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aquilo que chamamos de Arte representa, de fato, um conjunto de meios pelos quais podemos, então, apreender os princípios (Li) das coisas e realizá-las no mundo da mutação. Quando isso ocorre, um artista consegue, assim, criar a imagem de um princípio; tal imagem desperta a mente das pessoas; e despertando suas mentes, elas se regojizam ou se incomodam, mas se aproximam mais da sabedoria. Assim, a arte é o caminho pelo qual podemos revelar o principio subjacente que existe nas coisas. Por esta razão os sábios da antiguidade gostavam de pintar, aprender musica ou caligrafia; eles compreendiam que, por estes meios, era possível atingir a mente das pessoas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A arte, então, pode ser dita na verdade como "artes", que são: a pintura, que gera, no vazio da tela, a impressão de um principio por meio das cores e traços; a caligrafia, pela qual o artista imprime o caráter e a energia na construção de um ideograma; a escultura e cerâmica, em que o artista desbasta e molda a matéria bruta para extrair dela um principio; a culinária, pela qual um sábio busca bem servir aos outros proporcionando-lhes uma experiência sensorial única através da simplicidade dos alimentos; e a musica, pela qual o artista busca juntar partes de sons do mundo numa composição harmoniosa, capaz de tocar a mente. as artes, pois, partem dos sentidos; visão, audição, paladar, olfato e tato; e se desdobram na mente, como idéias, manifestando os princípios e as intenções.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão pode se conhecer alguém pelo seu pincel ou por suas músicas. Nas Recordações dos Ritos, Confúcio disse: “Música é a forma segundo a qual se produzem os sons, que brotam do coração humano quando tocado pelo mundo exterior. Assim, quando nele é tocada a fibra da tristeza, são amargos e tristes os sons produzidos; quando é tocada a fibra da satisfação, são langorosos e lentos os sons produzidos; quando é tocada a fibra da alegria, são brilhantes e expansivos os sons produzidos; quando é tocada a fibra da ira, são ásperos e duros os sons produzidos; quando é tocada a fibra da piedade, são simples e claros os sons produzidos; quando é tocada a fibra do amor, são gentis e doces os sons produzidos. Estas seis espécies de emoção não são normais: são estados produzidos pelo toque do mundo exterior”, o que significa: quanto mais uma pessoa ouve música ou aprecia cores e texturas de forma desarmoniosa, mais ignorante o será. O sábio, contudo, admira a composição, a harmonia, sonda atingir o princípio contido na obra para buscar compreendê-la. Esta é a diferença.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como as artes buscam manifestar os princípios que estão escondidos na matéria, quando revelados, eles penetram então na mente das pessoas e geram impressões. Eis a razão pela qual alguém pode ouvir uma musica e, mesmo não compreendendo o idioma ou a letra, satisfaz-se com a melodia; ou, ao ver uma pintura, agrada-se ou incomoda-se com o que é representado. Isso significa que, num nível básico de entendimento, as pessoas são apenas tocadas pela arte, mas não são capazes de compreendê-la. Os tolos acreditam entender de arte; que podem cantar, pintar, compor ou escrever de pronto, mas apenas atingem a superfície das coisas, e por isso nada do que fazem se sustenta; o sábio respeita as artes, pois sabe que elas podem alterar a consciência da mente e desperta-la para o conhecimento.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, quando alguém afirma: "não compreendo esta pintura", tal afirmação só pode ser feita em duas condições: uma, quando o ignorante espera que as imagens digam o que ele já sabe, e por isso ele fala a verdade - não compreende, mas por que sua mente não a alcança; quanto ao sábio, ele busca o sentido oculto em algo, estuda a peça para captar o principio e espera, assim, que sua mente se aprimore. Ele igualmente fala a verdade, mas por humildade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando se diz; "só gosto do que posso entender", isso só pode ser dito por duas razões; a do néscio, é a de que a arte que aprecia é superficial, e por isso atinge facilmente a mente, mas pouco opera para transformá-la - eis a razão pela qual o tolo é escravo da moda, não construindo nunca opiniões sobre nada. Quanto ao sábio, ele só faz tal afirmativa se quer dizer "tenho cuidado em apreciar algo que não entendo, posto que posso descobrir que o principio que aqui subjaz não é bom, ou a obra esta mal feita" - ou seja, o sábio está aberto a tudo apreciar, mas é capaz de construir opiniões pessoais sobre isso.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: "estude as seis artes", o que significa: só por meio do estudo das artes podemos saber do que elas se tratam. Sem isso, com saber do que elas tratam? O sábio estuda e medita antes de falar; o tolo fala sem pensar, e sobre todas as coisas eles tem uma opinião – mas nenhuma delas vale muito.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre o valor da arte, deve-se dizer que ela constitui uma dos caminhos para a manifestação dos princípios. É sempre um caminho atual; as obras do passado, que sobreviveram e são admiradas, constituem exemplos perfeitos de artistas que conseguiram manifestar, adequadamente, um principio escondido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso a obra de arte é um jogo entre a habilidade do artista, sua mente, e a matéria bruta. O artista treina as técnicas para aprimorar sua percepção; ao aprimorar sua percepção, consegue desenvolver aspectos de sua mente; sua mente consegue, então imaginar o principio escondido na forma; e a habilidade em manifestá-lo dá-lhe primazia.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eis a razão pela qual algumas pessoas podem ter boas idéias, mas não conseguem aplicá-las; outras são hábeis, como alguns artesãos, que no entanto nunca tiveram uma percepção nova, ou uma idéia inédita. Sábio é aquele que percebe isso, e procura o correto na arte, ou seja, manifestar os princípios e desenvolver a habilidade para tal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cada pessoa tem suas habilidades especiais, as propensões, e deste modo, cada um realiza um modo de arte que lhe é mais peculiar. Todos, pois, podem fazê-lo, pois isso está contido no principio (Li) do ser humano. O aprimoramento reside, exclusivamente, na vontade íntima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Dito isso, a arte não pode ser compreendida como uma mercadoria. Quando alguém diz: "o que importa é comer bem", ele transforma o conhecimento e a delicadeza no trato com os alimentos numa coisa rude e vulgar; pois os alimentos podem ser comidos hoje, e amanhã continuaremos com fome. Mas a arte toca a mente, transformando-a.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Também, se comparada a roupas ou mercadorias, a arte é subestimada como uma simples atitude material ou decorativa; mas o que toca a mente não perece, e por isso a arte transforma a mente. As pessoas, pois, que vêem a arte como uma simples aparência da mutação não compreendem seu sentido mais profundo, e por isso tratam-na com ignorância. Os sábios, porém, sabem que por meio dela pode se alterar a percepção da mutação e atingir os princípios. É assim que os sábios mudam o mundo, e deixam suas marcas indeléveis na mente humana.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a segunda conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sobre a arte, Confúcio disse: "Um vaso quadrado que não é quadrado - vaso quadrado, deveras!", o que significa: assim sendo, pode-se dizer que existe boa e má arte. A boa arte consiste naquela que melhor manifesta um princípio, por meio de uma execução e técnica adequada; que ao fazê-lo, leva-nos a pensar, e toca nossa mente; ao tocar nossa mente, nos permite evoluir em direção a sabedoria. Assim sendo, a arte é uma atitude sincera em desconstruir a matéria e reconstruir os princípios. Sendo atual, é nisso que ela difere da história; sua revelação é instantânea, e diz respeito às possibilidades desta época.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A má arte é aquela que é mal executada, sendo característica do aprendiz; seu trato com as técnicas e materiais é rudimentar, ou feita com uma vontade fraca; os princípios que busca manifestar são tolos, vis, pretensiosos demais ou errados. A má obra se atém mais a própria matéria do que ao sentido; sendo superficial, pouco toca a mente; pouco tocando, conduz o ser humano a atitudes irracionais, e o afasta da sabedoria. Estando fincada na matéria, ela pouco dura, e logo é esquecida. Parvos são aqueles que se deleitam com estas impressões artificiais; sempre estão a mudar de opinião, posto que nunca constroem uma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Há ainda o caso daqueles que, aparentemente, formaram uma opinião sobre uma concepção artística. Confúcio disse; "somente o sábio e o tolo não mudam de opinião", o que significa: o sábio tem, como opinião geral, suas preferências, mas aprecia tudo, pondera sobre as coisas e expurga o que é ruim; o ignorante se aferra a uma única coisa, é intransigente com todo o resto, despreza a apreciação do mundo e se orgulha disso. Suas impressões são materiais, e ele nunca é levado a sabedoria por elas. Eis a razão pela qual não muda de opinião. Por isso, o sábio pondera sobre as coisas e decide o que é mais apropriado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Xieho definiu as seis regras básicas para a execução da pintura, que podem ser estendidas para a arte. São elas:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Ritmo e vitalidade, que significa: tudo tem um rimo para ocorrer. Com pressa, ficamos cansados; inertes, não saímos do lugar; o sábio descobre o ritmo e faz as coisas de acordo com as possibilidades e circunstâncias.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Padrão de execução significa: devemos conhecer os meios pelos quais vamos expressar algo, desde sua matéria até saber se captamos devidamente o principio. Não se pode esculpir no esterco, tal como não se pode moldar o jade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Semelhança, que significa; se captamos o principio de algo e o expressamos corretamente, as pessoas – mesmo os mais leigos – conseguiram compreender o que queríamos dizer. Num sentido mais profundo, apreciarão a beleza, mesmo sem alcançá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Cor e Detalhamento, que significam: conhecer a luz, os detalhes e os modos apropriados de expressar uma idéia, tal como ela surge na mente. Alinhar mão e mente num único movimento, que se desdobra no ritmo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Composição significa: unificar os princípios acima.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt; Modelos e variações significam: ter mestres como guias, pois eles já trilharam o caminho no qual alguém se propõe entrar. Suas obras são modelo, inspiração, e exemplo de método. Seguí-las é o meio do caminho. Representá-las fielmente, o centro; superá-las, é a realização íntima e pessoal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões, o sábio nunca despreza as artes. No seu estudo, aprende a compreendê-las e empregá-las; na sua prática, aprende a vivenciá-las e senti-las; no exercício das duas condições, ele aperfeiçoa sua mente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a conclusão deste Tratado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-683074912287637597?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/683074912287637597/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-compreensao-da-arte.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/683074912287637597'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/683074912287637597'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-compreensao-da-arte.html' title='Tratado sobre a Compreensão da Arte'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-7716259307561289695.post-5506388086598040029</id><published>2009-08-17T08:25:00.000-07:00</published><updated>2009-08-17T08:27:30.550-07:00</updated><title type='text'>Tratado sobre o Bom Humor de um Mestre</title><content type='html'>Em toda a natureza, o que diferencia o ser humano dos outros animais é sua inteligência; esta inteligência, levada ao ápice, é responsável pela superação de algumas limitações físicas do mesmo ser humano; em sua manifestação, ela pode ser tanto apropriada como não apropriada; as manifestações apropriadas são aquelas das conquistas positivas, que levam a manutenção da vida; as não apropriadas são aquelas que levam ao apressamento do fim da vida. Do mesmo modo, a não realização das coisas na vida é negativa, pois em nada contribui para melhorá-la; e, para descobrirmos o que é bom, devemos muitas vezes nos arriscar no que parece, em forma, não ser apropriado. Vejamos o álcool; ele desinfeta as coisas, limpa feridas, ajuda no metabolismo e relaxa o corpo, mas pode ser também a causa da miséria humana e de acidentes. Vejamos a comida: ela é indispensável para o ser humano continuara viver; no entanto, em excesso, ela pode apressar a morte; sua ausência, pode apressar a morte – seja por carência, por motivos de beleza ou mesmo no conflito por ela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vejamos os estudos; bem conduzidos, eles levam a revelação; mal conduzidos, eles são aparência, ignorância enfeitada e uso em proveito próprio.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, o sábio pondera sobre as coisas e decide sobre o que é mais apropriado. E sua primeira decisão, desde a aurora do pensamento, foi o sorriso e o bom humor.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De todos os animais, o ser humano, em sua inteligência, é o único que ri. Logo, o riso, a receptividade e o bom humor são sinais de inteligência. Do mesmo modo, a sisudez, a severidade extremada, o apego às aparências e a intolerância coercitiva são sinais de pouca inteligência. Pois a regra yang yin, da oposição complementar, se aplica a tudo; e neste caso, não seria diferente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Assim, o sábio é sempre bem humorado, e só é severo quando necessário; ri, porque o seu riso manifesta compreensão; e por esta razão, o sábio ri das coisas que são verdadeiramente engraçadas, e despreza a maldade, o riso tolo e a superficialidade; por fim, o sábio é receptivo, e não intolerante – ele é receptivo para o que é bom, e para o que enseja o bom; e é intolerante para com o que é ruim, e com o que enseja o ruim. Quanto ao ignorante, ele só vê oportunidade nas coisas; por isso ele é leniente com o que é ruim, e abre mão do que é bom sem medir as conseqüências, senão para manter sua própria posição e aparência.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sendo assim, todo o verdadeiro mestre é bem humorado, e só se cala por alguma razão oculta; sua raiva tem sempre motivos bem definidos; a expressão de seus pensamentos e sentimentos visa alcançar um bem maior; e suas palavras buscam despertar, nos outros, a felicidade ou a reflexão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a primeira conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Um homem disse uma vez, sobre Confúcio: “não é aquele sujeito que teima em fazer uma coisa, mesmo sabendo que ela não pode ser feita?”, o que significa: como sabedoria e humor, tudo pode ser feito; mas aquele que fixa seu limite antes, acreditando que as coisas não podem ser feitas, já determinou de antemão seu destino pouco propício.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Disseram sobre Confúcio: “não é um sujeito com cara de cão sem dono, que dá lições sobre sabedoria para quem quiser ouvir?”. Confúcio, ao saber disso, riu e respondeu: “ora, de onde este homem me conhece tão bem?”, o que significa: os tolos nunca entendem a liberdade e a sabedoria do sábio, tampouco seu desejo de compartilhá-la com os outros.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Diz um ditado: “desconhecidos são amigos que ainda não conhecemos”, o que significa: o sábio vê o bem em todos, e receia apenas o mal, razão pela qual age com cautela; o tolo vê o mal em todos, receando qualquer tipo de bem, porque ele mesmo não vê o bem senão como algo particular; e por isso ele age com temor e desatino.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: "Um erudito coloca seu coração no Caminho; se ele se envergonha de suas roupas surradas e de seu alimento modesto, ele não merece ser escutado", o que significa: quem vive pelas aparências, se apega ao finito, e por isso vive em angústia; já o sábio faz bons amigos na pobreza ou na riqueza, divide o que tem e aprecia o que lhe oferecem. Não receia ter para si, mas sim, não pode realizar oferendas aos outros. Por esta razão tudo lhe vem; quanto ao tolo, tudo lhe falta.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre disse: "Quem sairia de uma casa sem usar a porta? Por que as pessoas insistem em andar fora do Caminho?", o que significa: mesmo sendo o claro o caminho da sabedoria, as pessoas o abandonam. Esta é uma vida infeliz. A vida infeliz é contrária à inteligência. A vida feliz é inteligente, porque é bem humorada e sábia. Logo, porque as pessoas recusam a felicidade da simplicidade e do bom humor?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Em casa, o Mestre era sereno e alegre”, o que significa: os que conhecem a intimidade de um sábio sempre estão além das aparências. Por isso, conhecer um sábio em sua intimidade é uma dádiva; mas, ainda assim, depende do visitante aprender a lição.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O governante de She perguntou a Zilu sobre Confúcio. Zilu não respondeu. O Mestre disse: "Por que não disseste: ‘Ele é o tipo de homem que, em seu entusiasmo, se esquece de comer, em sua alegria se esquece de se preocupar, e que ignora a aproximação da velhice?’", o que significa: o verdadeiro sábio é aquele que se dedica inteiramente ao que faz, e por isso não é infeliz. Não busca para si o mérito que os outros possam dar, mas sim, aquele advindo da sabedoria. Por esta razão, o sábio sofre apenas com a ignorância alheia, e dela tem piedade, comiseração e interesse legítimo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Mestre fazia uso de quatro pontos em seu ensino: literatura; realidades da vida; lealdade; boa-fé”, o que significa: ler bastante, estudar, para manter-se na via e ter sempre os assuntos em dia; sabendo das realidades da vida, ele cria os exemplos adequados; age com lealdade ao utilizá-los, de modo que as pessoas obtenham conhecimento; e boa fé, pois as razões pelas quais ele faz tudo isso são o aprimoramento humano. Por isso o sábio ri e faz rir; e quando não o faz, não é por sua culpa ou intenção.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“O Mestre evitava absolutamente quatro coisas: extravagância, dogmatismo, teimosia e presunção”, o que significa: eis aí os quatro males dos que vivem de aparência. A extravagância é o disfarce da pobreza de espírito; o dogmatismo, a salvação da ignorância e da limitação; a teimosia, o caminho da intolerância cega; e a presunção, a falsa experiência e o distanciamento da realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Na cama, ele não se deitava duro como um cadáver; em casa, não se sentava ereto como um convidado”, o que significa: como pode o ignorante fechar a porta do banheiro de sua casa mesmo quando está só? Tal é o efeito da cultura nos que vivem das aparências e se atém à forma. Estes apenas seguem as regras sociais que lhes convém. O sábio conhece a diferença, sabe o que é apropriado, mantém-se regrado quando necessário e relaxado na intimidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zeng Dian disse: "No fim da primavera, terminada a confecção das roupas de primavera, junto com cinco ou seis companheiros e seis ou sete jovens, gostaria de me banhar no Rio Yi, e depois desfrutar da brisa no Terraço da Dança da Chuva, e voltar para casa cantando". Mestre Confúcio exalou um profundo suspiro e disse: "Estou com Dian!", o que significa: aqueles que acreditam que a sabedoria se obtém abrindo mão do mundo abrem, sem saber, mão da sabedoria e do mundo.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre Confúcio indagou Gongming Jia sobre Gongshu Wenzi: "É verdade que teu mestre não falava, nem ria, nem aceitava nada?" Gongming Jia respondeu: "Aqueles que lhe contaram isso exageraram. Meu mestre falava apenas na hora certa, para que ninguém pensasse que ele falava demais; ria somente quando estava feliz, para que ninguém pensasse que ele ria demais; só aceitava a justa recompensa, para que ninguém pensasse que ele aceitava demais". O Mestre disse: "Oh, é mesmo? Era realmente assim?", o que significa: a verdadeira ironia revela a tolice. Comedimento inútil, em função dos outros, nada adiante, senão para os ignorantes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O Mestre Confúcio disse: "O fato é que nunca vi uma pessoa que amasse a virtude tanto quanto o sexo", o que significa: as pessoas não buscam a virtude, mas buscam o sexo. Por isso estão sempre exasperadas. Os que buscam a virtude, mas renegam o sexo, estão sempre nervosas e pouco sabem sobre o mundo. Os que amam a virtude e o sexo por igual estão em paz, porque sabem a justa medida das coisas, sem abrir mão de uma ou outra.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: "Três tipos de amigos são benéficos; três tipos de amigos são nefastos. A amizade com os leais, os dignos de confiança e os eruditos é benéfica. A amizade com os desviantes, os subservientes e os eloqüentes é nefasta", o que significa: as regras de uma amizade verdadeira são simples.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lhe falam a verdade, mesmo que doa; quando o acompanham nas horas ruins; quando promovem, compartilham e desfrutam dos momentos bons; e por fim, quando trocam conhecimento, estes são os amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando lhe bajulam, oferecem o não apropriado como uma exclusividade, quando entendem que as coisas são trocas de favores, quando aproveitam da confiança para cometer erros e buscar sua proteção, e por fim, quando falam muito, mas pouco fazem nos momentos necessários, estes são os falsos amigos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No entanto, quantos não se deixam enganar por isso!&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Confúcio disse: "Três tipos de prazeres são proveitosos; três tipos de prazeres são nefastos. O prazer de realizar os ritos e a música adequadamente, o prazer de louvar as qualidades das outras pessoas, o prazer de ter muitos amigos talentosos é proveitoso. O prazer de demonstrações extravagantes, o prazer de divagar ociosamente, o prazer de embriagar-se de forma indecente é nefasto", o que significa: poucos sabem a justa medida das coisas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Estudar muito, ter conversas proveitosas e apreciar a cultura são coisas boas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Comprar bens para criar uma falsa imagem, realizar debates sem sentido, ou fazer uso de substâncias para alterar seu caráter são coisas ruins.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por esta razão, o sábio só compra o necessário, e o faz discretamente; conversa com profundidade, e evita reuniões inúteis e pouco objetivas; por fim, embriaga-se de modo decente, junto com os amigos, onde expõe com liberdade seus pontos de vista, enseja o debate profícuo e exala o mal.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quanto ao ignorante, ele estuda para superar os outros, com intenções subjetivas e pouco apropriadas; suas conversas somente tratam de conspiração, maledicência ou vagam em bobagens, como forma de atrair a atenção para si; por fim, sua apreciação da cultura é superficial, e somente serve ao interesse de mostrar-se extravagante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mestre Confúcio disse: "Zilu, já ouviste falar das seis qualidades e suas seis perversões?" - "Não". - "Senta-te, eu te contarei. O amor pela humanidade sem o amor pela aprendizagem degenera em tolice. O amor pela inteligência sem o amor pela aprendizagem degenera em frivolidade. O amor pelo cavalheirismo sem o amor pela aprendizagem degenera em banditismo. O amor pela franqueza sem o amor pela aprendizagem degenera em brutalidade. O amor pela coragem sem o amor pela aprendizagem degenera em violência. O amor pela força sem o amor pela aprendizagem degenera em anarquia", o que significa: são poucos os que percebem a sutileza do aprendizado, e o princípio da sabedoria que percorre o estudo. Por isso os tolos somente se atêm às formas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Zigong perguntou: "Um cavalheiro tem ódio?" O Mestre disse: "Tem. Ele odeia aqueles que repisam o que é odioso nos outros. Ele odeia os inferiores que difamam seus superiores. Ele odeia aqueles cuja coragem não é temperada por modos civilizados. Ele odeia os impulsivos e os teimosos". Ele continuou: "E vós? Não tendes vossos próprios ódios?" - "Odeio os plagiários que fingem ser eruditos. Odeio os arrogantes que fingem ser valentes. Odeio os maliciosos que fingem ser sinceros", o que significa: mesmo um sábio bem humorado não está isento da ira – isso não seria natural. Mas o sábio conhece as raízes daquilo que despreza, enquanto o tolo se compraz nelas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a segunda conclusão deste Tratado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por todas estas razões, o sábio ri; suas lições são temperadas com bom humor; seus momentos de fúria têm direção certa, e visam a extinção de um mal. Quando disposto a revelar um erro, o sábio o faz de modo apropriado, que pode ser: o conselho, a ironia ou a admoestação. Usa palavras chulas em momentos de humor, mas nunca em conflitos; usa palavras sérias com profundidade, mas nunca com leviandade, displicência ou exagero. O sábio busca falar de um modo que as pessoas possam entender, sendo acessível e receptivo. Os que usam de erudição para mostrar soberba e arrogância pouco conhecem de modo profundo – caso soubessem de fato, não precisariam agir assim, conhecendo o melhor caminho para se expressarem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por isso o sábio ri; seu bom humor é um contágio benévolo de felicidade e boas idéias; sua tristeza, a anuência de uma calamidade. Mas, porque o mundo, em sua grande maioria, ainda ignora essas coisas, as pessoas acreditam nos fortes, sorumbáticos e violentos. Admiram palavras duras e agressivas, sem medir os desfechos; muito se dispõem a revolucionar, mas poucos o fazem.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Por estas razões, os sábios têm andando sempre muito sozinhos, e sua luz se faz brilhar em ocasiões especiais. Atuam no vazio, nas sombras, e mantém o mundo em ordem. Diante de todas as crises e conflitos, a sabedoria – ainda que escondida – tem mantido atados os laços dos seres humanos. O progresso é lento, mas inexorável.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sábio conhece estas regras e por isso, diante de todo o tempo que lhe dispõe a vida, ele ri; e por isso se mantém bem humorado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Esta é a conclusão deste Tratado.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/7716259307561289695-5506388086598040029?l=pavilhaodosancestrais.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/feeds/5506388086598040029/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-o-bom-humor-de-um-mestre.html#comment-form' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/5506388086598040029'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/7716259307561289695/posts/default/5506388086598040029'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://pavilhaodosancestrais.blogspot.com/2009/08/tratado-sobre-o-bom-humor-de-um-mestre.html' title='Tratado sobre o Bom Humor de um Mestre'/><author><name>ANDRÉ</name><uri>http://www.blogger.com/profile/09897930396883852328</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='32' height='27' src='http://1.bp.blogspot.com/--ZNtQp8-hJU/TeW6BzXWt0I/AAAAAAAAA8k/kGNDO2T1BXI/s220/sage.jpg'/></author><thr:total>0</thr:total></entry></feed>
